Sempre fui fascinada pelo Big Brother. Como um todo, um processo. É interessante ver como um programa de TV pode despertar tanta paixão e sentimentos contraditórios, analisar como gente confinada num espaço limitado e cercada de pessoas estranhas se comporta ao ser exposta a determinadas situações. O politicamente correto e incorreto viram armas nas edições, por várias vezes manipuladas em prol desse ou daquele queridinho da equipe que faz o programa. Uma frase mal colocada pode provocar uma avalanche de críticas, de embates entre torcidas aqui fora.O engraçado do Big Brother é que os "viciados" no programa estão longe de serem pessoas sem afazeres, sem trabalho, sem vida. A grande maioria é de gente que trabalha fora; que tem namorado, marido, filho para cuidar; que tem vida social e amigos. Mas durante os 3 primeiros meses do ano, tudo fica meio de lado. As atenções ficam voltadas para a vida de outros, para os problemas de terceiros. Como explicar isso?
Durante os meses de duração do programa o público se acostuma a "invadir" a intimidade de um grupo de pessoas. Elas viram quase que parte da família da gente. Sabe aquela história do "eu queria ser uma mosquinha..." Pois é, a gente vira essa mosquinha. É inevitável sofrer, sorrir, amar, odiar, cobrar, vibrar com as conquistas desses "estranhos" que passam a ser tão familiares... É por isso que quando o programa acaba fica uma certa sensação de vazio, aquela chamada crise de abstinência.
Deve ser difícil para os brothers se readaptar à vida do lado de fora da casa. A rotina deles dá uma guinada radical demais. É preciso ter cabeça para lidar com a fama instantânea, com o assédio, com as cobranças, e até com o carinho dos fãs, que muitas vezes exageram na dose. Por mais que a gente queira continuar acompanhando essa novela da vida real aqui fora, é preciso ter consciência de que cada participante do BBB tem direito a ter de volta a sua intimidade, o controle da sua vida, que é SUA, particular.
Resolvi escrever sobre esse assunto porque tem me dado certa agonia ver a perseguição e a pressão que estão exercendo aqui fora em cima de Max e Francine. O casal, que FOI O BBB 9 (não teve pra mais ninguém, não adiantou a "torcida" contra!), é carismático demais para o seu próprio bem, rsrsrs.
Max e Fran encantaram o Brasil - o Brasil que os acompanhou pela internet e pelo Pay-per-view, porque a edição da TV aberta não deixou -, que viu de perto o nascimento e amadurecimento do romance mais fascinante e verdadeiro da história do BBB. Esse romance ultrapassou os muros da casa e quer sobreviver no mundo real. Os olhos dos fãs (e dos críticos tb) estão voltados para a relação Maxine. Mas os "Benhês" têm direito a respirar e ter paz de espírito para encaminharem suas vidas da forma como bem desejarem, sem terem que dar satisfação pra ninguém. Me preocupa ler frases como a dita pelo Max numa entrevista à revista QUEM: “A Fran foi a São Paulo resolver alguns problemas, e eu fiquei no Rio. Só isso já foi o suficiente para falarem de crise na relação. Se a gente viaja separado, é uma histeria absurda, o povo cria uma calamidade à toa.”
Ter ídolo é legal, faz parte da brincadeira. Mas é preciso ter bom senso e saber que o programa chegou ao fim. O que ficou foram pessoas de carne e osso, com sonhos, planos e desejos como qualquer outra. Por isso é que eu repito o mantra eternizado pelo Max nessa nona edição do BBB: "Deixe-os viver!". Max e Fran estão prontos para escreverem um novo capítulo em suas vidas. Suas vidas. Deles. Só deles. Que seja mais um capítulo feliz. =)
* As fotos acima são da revista QUEM. Detalhe para a presença do Benhê Baby, no cantinho da foto da direita, rsrs.
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